quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Fwd: Uma história de vida



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From: Murillo <jmurilloscf@gmail.com>
Date: 2005/12/1
Subject: Uma história de vida
To:


Toda virgem já passou pela experiência.  Em um súbito surto de consciência, a garota reage, tenta levantar a calça ou abaixar a saia. Diante da negativa, o cara olha para ela e diz com cara de santo: amor, deixa só a cabecinha. O fim dessa história termina em gravidez. Mas a metáfora da vida de Dirceu tem um final pior.

O Zé apareceu durante o regime militar. Com longos cabelos negros e barba cheia, conquistou os corações das menininhas. Virou líder estudantil, convenceu todo mundo a se re-organizar lá em Ibiúna. O exército não gostou da travessura e meteu todo mundo no xilindró no simbólico dia 12 de outubro de 1968.

Provavelmente uma apaixonada convenceu os terroristas a pedirem a libertação dele naquela lista do embaixador americano. Se o resto da turma ficou no DOI-COD eu não sei, mas o Zezinho foi para Cuba, fez uma plástica e voltou para o país em 75. Formou um grupo terrorista xinfrim, arranjou a entrada dos amigos que acabaram mortos. Aprendeu a lição. Até a anistia ele ficou bem quietinho no interior do Paraná.

Depois veio o PT. Tornou-se funcionário de carreira no partido. Pensou que a lábia da juventude faria um presidente da república. O Brasil só precisava de uma cabecinha. Só após vinte anos Lula e Dirceu entenderam que não tinham cacife para isso, tinham pau de japonês, como dizem (desculpem-me os nipo-descendêntes).

Delúbio e Duda Mendonça fizeram nova plástica na dupla dinâmica. Lula achou aquilo esquisito, mas queria porque queria ser presidente. Dirceu ajudou, deve ter dito ao companheiro que não precisa se vender, era só a cabecinha. Acabaram conseguindo. Alguns meses depois... quiseram enfiar a cabecinha em todos os partidos.

O Bob Jefferson não era chegado na coisa, não deveria ter o telefone da Jeane, não foi devidamente recrutado ou bajulado. Seja como foi, acabou no mensalão, nos dólares nas cuecas, em uísque em avião (alguém aí acredita que vale a pena transportar de avião particular uma caixa de Red Label? Me poupe. A camisinha estourou e a coisa fedeu.

Agora, nove meses depois, Dirceu precisava arcar com as conseqüências. Ou casa ou morre. Não casou a desculpa, portanto morreu. Morte meio bamba, diga-se de passagem, porque até hoje Dirceu apaixona as pessoas com essa história da cabecinha. Bons tempos aqueles quando José Dirceu era o terror dos pais. Agora ele fodeu com o país. Resta saber se o coitado vai superar. O Brasil, é claro.



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Murillo
When Life Gives You Questions, Google has Answers

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