segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lulinha, o Neto do Brasil

Lulinha, o Neto do Brasil: "

Todos os relatos dão conta de que Lula, O Filho do Brasil é um filme que emociona. Imagino! Ainda me lembro do quão impactado fiquei em 2002, quando vi Lula chorar diante das câmeras de Duda Mendonça. Falava sobre a primeira mulher, que morreu no trabalho de parto. Não houve negligência médica com “a pobre”, mas isso ficava, de alguma maneira, sugerido. Fiquei chocado mesmo porque não imaginei que Lula aceitasse ser ator da própria tragédia pessoal para ganhar votos. Escrevi a respeito, à época, no Primeira Leitura. E concluí: “Ele é capaz de tudo; em nome da política, faz qualquer coisa”. E eu estava certo. Sigamos.


Não vi ainda o filme da família Barretão, mas já sei do que se trata. É a fita de um protagonista, o herói vencedor, contra muitos antagonistas: a pobreza, o regime militar, a Dona Zelite… Mas a personagem verdadeiramente má da obra, aposto, será o suposto preconceito contra Lula, que ele teria superado… Essas coisas, aliás, são engraçadas, aqui ou nos EUA. O sujeito triunfa, mas os mistificadores insistem na retórica do vitimismo: “Ele venceu o preconceito”. Ora, se preconceito existisse na forma como se supunha, o “herói” não teria vencido, certo? Ou por outra: se venceu, o preconceito era um inimigo fraco.


Lula é o filho do Brasil? Excelente! Então Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, é o neto. E também neste caso temos uma história fascinante, de impressionante sucesso.


Quando Lula foi eleito, Lulinha era monitor de jardim zoológico. Pouco tempo depois, já era um empresário de sucesso da área de comunicação e estava alugando horário em rede de televisão. Mais: recebeu uma generosa injeção de recursos de uma empresa de telefonia, concessionária de serviço público, de que o BNDES era e é sócio. Indagado sobre os sucessos do rebento, o pai orgulhoso disse que não era sua culpa se tinha em casa “um Ronaldinho” dos negócios. Não ficou claro por que o seu “Ronaldinho” só despertou depois que ele chegou à Presidência.


Acho que vou fazer o roteiro. Alguma empresa está disposta a financiar o meu filme?





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