terça-feira, 6 de abril de 2010

Re: Cai a máscara.

Puxa!
Ainda bem que a Mary Anastasia nos avisou em tempo. E eu pensando que o governo do Lula tinha sido bom. Eu e uns 85% do povo brasileiro. Ou seja, uns 150 milhões sendo enganados, até surgir a Mary Anastasia. Mas onde você andava Anastasia, que não nos avisou antes? Deixou que ficássemos todos (ou quase todos) pensando que estávamos no melhor dos mundos: nos livramos da Alca, diminuímos a pobreza e o desemprego (apesar de que ainda há muito por fazer), o terremoto econ�?mico quase não nos atingiu, tivemos significativa presença no cenário mundial, aumentamos as exportações, nosso saldo em dólares multiplicou-se enormemente, o risco-país é mais baixo da história, o FMI passou de credor a devedor, o salário mínimo saltou de menos de 100 para 300 dólares, os juros caíram, a Bovespa passou dos 70 mil pontos. Enfim...
E onde estava você Anastasia?
 


Em 05/04/2010 23:22, Murillo Serra Costa < jmurilloscf@gmail.com > escreveu:
Inoxidáveis,
E agora, será que o divino do agreste ainda se acha "o cara"?
"A autora minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país, dizendo que "uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe-executivo do país foi nada"".
Demorou! Segue o artigo para quem não quiser "beber na fonte".
Abs,
tualizado em  5 de abril, 2010 - 07:59 (Brasília) 10:59 GMT

BRASIL

'Contenha seu entusiasmo pelo Brasil', diz colunista do 'WSJ'

Lula visita gasoduto no RJ (2009)

Descoberta de petróleo e gás pode não beneficiar a todos, diz colunista

Desde que o Brasil descobriu novas e promissoras reservas de petróleo na sua costa em 2007, o país parece ter abandonado várias reformas que deveriam deixá-lo em sintonia com sua ambição de conquistar um lugar entra as nações mais industrializadas do mundo.

É o que diz um artigo no Wall Street Journal nesta segunda-feira assinado por Mary Anastasia O'Grady, editora e colunista do jornal americano de finanças.

O texto, intitulado "Contenha seu entusiasmo pelo Brasil", questiona o otimismo manifestado no país sobre o sucesso das parcerias público-privadas na reinvenção "de um Brasil com sua nova riqueza".

O'Grady se refere em particular ao entusiasmo manifestado pelo empresário carioca Eike Batista em uma recente passagem por Nova York.

Ela conta que Batista, apontado como o homem mais rico do Brasil e o oitavo mais rico do mundo pela revista Forbes, "encantou a plateia com seu entusiasmo, não apenas por seus próprios projetos no desenvolvimento da exploração de petróleo, de portos e de estaleiros, como também pelo seu país".

"Apesar dos muitos erros do passado, ele (Batista) disse que o Brasil mudou e está pronto para reclamar seu lugar de direito entre as nações industrializadas", escreve.

Mas a autora do artigo se diz "cética" quanto ao otimismo de Batista, e se pergunta se o resto do país também vai se beneficiar das oportunidades que se abriram para o empresário no setor de gás e petróleo.

"Quanto mais a elite do país fala sobre sua parceria público-privada para reinventar o Brasil com sua recém descoberta riqueza, mais soa como o mesmo velho corporativismo latino", diz ela.

O'Grady admite que o Brasil melhorou "em relação ao que era em meados da década de 90, quando hiperinflação alimentou caos nacional", e disse que "o crédito por controlar os preços vai para o ex-presidente de dois mandatos (Fernando) Henrique Cardoso, cujo governo implementou o Plano Real".

A autora minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país, dizendo que "uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe-executivo do país foi nada".

"Além da reforma da lei de falências e a melhoria da legislação relativa a seguros, ele (Lula) fez muito pouco."

A jornalista considera positivo que mudanças sejam gradativas, mas diz que "o problema é que desde que o Brasil descobriu petróleo abundante na costa em 2007, parece ter abandonado até as reformas modestas".

No artigo, ela sugere que faltam reformas que facilitem a operação de muitas empresas de pequeno e médio porte.

Citando um relatório do Banco Mundial de 2010, O'Grady diz que o Brasil não tem um bom histórico em relação à abertura de empresa, pagamento de impostos, contratação de funcionários e obtenção de alvará de construção.

 

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/04/100405_wsjbrasilg.shtm


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