quinta-feira, 16 de abril de 2009

UM VERMELHO-E-AZUL PARA DISSECAR UMA NOTÍCIA. OU COMO LER UMA FARSA ESTATÍST...



 
 

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via VEJA.com: Blog | Reinaldo Azevedo by Reinaldo Azevedo on 4/16/09

Vocês querem ver como se produz uma mistificação? Então leiam o texto abaixo, publicado na Folha Online. Refiro-me à notícia que ele relata. Reflitam um pouco a respeito do seu conteúdo. Leiam depois o vermelho-e-azul que segue. Tomem o exercício como um instrumento de leitura de jornais, sites, revistas, blogs etc e como arma para se defender da picaretagem de ONGs. Vamos à notícia:

Um homossexual é assassinado a cada dois dias no Brasil, mostra pesquisa
Relatório do GGB (Grupo Gay da Bahia) aponta que foram assassinados 190 homossexuais no ano de 2008 no Brasil — um a cada dois dias. O número é 55% maior que o registrado pela ONG (organização não governamental) em 2007, quando foram registrados 122 crimes do tipo. Das vítimas, 64% eram gays, 32% travestis e 4% lésbicas.
A entidade, a mais antiga associação de defesa dos direitos dos homossexuais no país, fundada em 1980, faz a pesquisa com base em notícias divulgadas pela imprensa nacional, pois não existe um órgão oficial que realize essa estatística.
Dados do GGB mostram o Brasil como o pais com maior número de crimes homofóbicos, seguidos do México --com 35-- e Estados Unidos --com 25. Mesmo extraoficial, o relatório da associação é utilizado em citações da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
A pesquisa mostra que o risco de um travesti ser assassinado é 259 vezes maior que um gay. Pernambuco é o Estado mais violento para esse tipo de crime, com 27 mortes, e o Nordeste aparece como a região mais perigosa: um homossexual nordestino corre 84% mais risco de ser assassinado do que no Sudeste e no Sul.
Os homossexuais jovens, com menos de 21 anos, são 13% das vítimas. Segundo o levantamento, predominam entre as vítimas travestis que se prostituem, cabeleireiros, professores e vendedores ambulantes. Gays são mais assassinados dentro de casa a facadas ou por estrangulamento, enquanto travestis são mortos na rua a tiros, segundo o GGB.
A maioria dos assassinos — 80% — são desconhecidos das vítimas e, de acordo com a pesquisa, predominam nesse grupo garotos de programa e vigilantes noturnos. Ao menos 65% deles são menores de 21 anos.
O GGB disponibiliza o manual "Gay vivo não dorme com o inimigo" como estratégia para erradicar os crimes homofóbicos. A associação pede providências à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e ameaça enviar um relatório, contra o governo brasileiro, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA (Organização dos Estados Americanos) e à ONU (Organização das Nações Unidas), pelo crime de prevaricação contra os homossexuais.
O relatório é elaborado pelo GGB desde 1980. Até 2008 foram documentados 2.998 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, concentrando-se 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 35% — 1.168 casos — a partir de 2000.

VAMOS AO VERMELHO-E-AZUL
Relatório do GGB (Grupo Gay da Bahia) aponta que foram assassinados 190 homossexuais no ano de 2008 no Brasil — um a cada dois dias. O número é 55% maior que o registrado pela ONG (organização não governamental) em 2007, quando foram registrados 122 crimes do tipo. Das vítimas, 64% eram gays, 32% travestis e 4% lésbicas.
Os números do Grupo Gay da Bahia devem estar errados. O bom senso e a lógica indicam que deve haver mais vítimas homossexuais do que assevera esse levantamento, que, nota-se, nada tem de científico. Ninguém sabe ao certo qual é o percentual de homossexuais na população. Parece crível um número em torno de 10%.
Pois bem. São assassinados no Brasil, a cada ano, 50 mil pessoas. Se, desse total, 190 eram homossexuais, então concluímos que eles representam apenas 0,38% das vítimas. SERIA O CASO DE ACUSAR UMA DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS HETEROSSEXUAIS? Mesmo representando 90% da população, seriam 99,62% dos mortos.
"Ah, Reinaldo, os números se referem apenas a mortes violentas, com características de discriminação". É? Acompanhem, então, até o fim.

A entidade, a mais antiga associação de defesa dos direitos dos homossexuais no país, fundada em 1980, faz a pesquisa com base em notícias divulgadas pela imprensa nacional, pois não existe um órgão oficial que realize essa estatística.
É, trata-se de uma falha lamentável. Dos 50 mil assassinados todos os anos, quanto serão míopes, coxos, diabéticos, deprimidos? A gente precisa saber.

Dados do GGB mostram o Brasil como o país com maior número de crimes homofóbicos, seguidos do México — com 35 — e Estados Unidos, -com 25. Mesmo extra-oficial, o relatório da associação é utilizado em citações da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, confesso, espero coisas muito piores. Quer dizer que o Brasil é o país com o maior número de crimes homofóbicos? Bem, os números acima evidenciam a falácia. A afirmação é mesmo fabulosa:
- todos os homossexuais assassinados foram vítimas de homofobia?;
- isso significa que nenhum deles estava envolvido com o crime?;
- será que há mais crimes homofóbicos no Brasil do que no Irã ou na Arábia Saudita? Ops! Desculpem! Esqueci que não existe homossexualismo no Irã e na Arábia Saudita. É proibido! E aí ninguém é...


A pesquisa mostra que o risco de um travesti ser assassinado é 259 vezes maior que um gay.
Qual é o "risco" de um travesti estar envolvido com o mundo do crime na comparação com qualquer outra, vá lá, categoria sexual do país?

Pernambuco é o Estado mais violento para esse tipo de crime, com 27 mortes, e o Nordeste aparece como a região mais perigosa: um homossexual nordestino corre 84% mais risco de ser assassinado do que no Sudeste e no Sul.
Ops! Pernambuco é o terceiro estado mais violento do país. Para Gays e não gays. O levantamento é da própria Folha, publicado há menos de uma semana. Há lá 51,6 homicídios por ano para cada grupo de 100 mil habitantes — em São Paulo, são 13,2 (quase um quarto). Pernambuco não é o estado que mais mata gays. É um dos estados onde mais se matam brasileiros. Sua população é estimada em 8,8 milhões de pessoas. Se há 51,6 homicídios para cada grupo de 100 mil, são assassinadas, por ano, 3.996 pernambucanos. Se 27 forem homossexuais, isso representa menos de 0,7% do total. Como se vê, também ali se pode acusar um inaceitável preconceito contra... heterossexuais. O Brasil estaria inventando a heterofobia.

Os homossexuais jovens, com menos de 21 anos, são 13% das vítimas. Segundo o levantamento, predominam entre as vítimas travestis que se prostituem, cabeleireiros, professores e vendedores ambulantes. Gays são mais assassinados dentro de casa a facadas ou por estrangulamento, enquanto travestis são mortos na rua, a tiros, segundo o GGB.
A maioria dos assassinos — 80% — são desconhecidos das vítimas e, de acordo com a pesquisa, predominam nesse grupo garotos de programa e vigilantes noturnos. Ao menos 65% deles são menores de 21 anos.
Qual é a reivindicação do GGB? Que um guarda acompanhe o homossexual que vai "caçar" um garoto de programa? Travestis mortos nas ruas, a tiros, foram alvejados como gado? Estariam envolvidos em alguma atividade, vamos dizer, de risco? Estamos falando de "homofobia" mesmo ou de pessoas que escolheram viver uma vida perigosa — que nada tem a ver com a sua condição sexual? Ninguém pode escolher a sua sexualidade (hetero ou homossexual), mas é perfeitamente possível escolher o grau de risco que se quer correr.
Não sei, com efeito, se há mesmo 10% de homossexuais. O que posso assegurar é que eles são mais de 0,35% ou 0,7% da população...


O GGB disponibiliza o manual "Gay vivo não dorme com o inimigo" como estratégia para erradicar os crimes homofóbicos.
É uma boa providência. Sendo impossível dormir com o guarda (a menos que o guarda seja do babado), uma boa providência seria não tentar dormir com um desconhecido... Aliás, é uma coisa que os heterossexuais também deveriam evitar.

A associação pede providências à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e ameaça enviar um relatório, contra o governo brasileiro, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA (Organização dos Estados Americanos) e à ONU (Organização das Nações Unidas), pelo crime de prevaricação contra os homossexuais.
Quais providências? Voltamos à história do guarda?

O relatório é elaborado pelo GGB desde 1980. Até 2008 foram documentados 2.998 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, concentrando-se 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 35% — 1.168 casos — a partir de 2000.
Reitero: os números do Grupo Gay da Bahia são uma rematada tolice. Certamente morrem mais homossexuais assassinados — em razão das mais diversas causas, não apenas homofobia — do que a ONG conseguiu registrar. "Ah, Reinaldo, o GGB só contabilizou os crimes com características de execução. Um gay assassinado num assalto a banco, por exemplo, não entra na lista".

É? Então vamos lá. Consideremos uma população de 180 milhões de brasileiros: 18 milhões seriam gays. Ainda que as 190 vítimas de que fala o GGB só se referissem a mortes realmente violentas, com características de agressão de natureza sexual, estaríamos falando de 1,05 morto para cada grupo de 100 mil gays. Sabem o que isso significa? Que ser alagoano é 63 vezes mais perigoso do que ser gay — Alagoas lidera o ranking dos homicídios, com 66,2 mortos por 100 mil. Ser capixaba é 53,9 vezes mais perigoso do que ser gay. De fato, ser brasileiro é 28 vezes mais perigoso do que ser gay.

Se o Brasil matasse apenas 1,05 brasileiro para cada grupo de 100 mil, em vez de 50 mil assassinados por ano, eles seriam apenas 1.890.

É ISTO! O CONJUNTO DOS BRASILEIROS PRECISA RECORRER À OEA E, QUEM SABE?, ATÉ AO VATICANO PARA EXIGIR O MESMO TRATAMENTO QUE SE DISPENSAM AOS GAYS.

Não sei qual é a percentagem de matemáticos gays — deve ser bem superior a 1,05 por 100 mil. Poderiam dar um auxílio aos colegas.

 
 

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terça-feira, 14 de abril de 2009

O estado como a Seguradora Brasil



 
 

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via VEJA.com: Blog | Reinaldo Azevedo by Reinaldo Azevedo on 4/14/09

Vocês viram que o juiz Marcos de Lima Porta condenou o estado a pagar indenização e pensão permanente a Sérgio Carlos Pessoa, agredido por supostos skinheads nas imediações da Praça da República, em São Paulo. O ataque foi considerado um ato homofóbico. Sérgio estava em companhia de seu namorado. Em razão das agressões, perdeu um dos rins. Para o juiz, o estado foi omisso ao não oferecer a devida segurança.

Está tudo muito bem. "Estado", como sabemos, não gera dinheiro. Ao contrário: ele gasta aquilo que toma de quem produz. Em troca, deveria oferecer serviços eficientes. Nem vou entrar nesse atalho agora. Pois bem. Nós pagaremos a indenização e a pensão.

Gostaria de saber se, segundo o juiz, uma decisão como essa se justifica só quando as vítimas são gays ou se vale para qualquer cidadão. Nesse caso, todos os atos de violência que existem na sociedade têm, então, como responsável último, o estado. Uma boa sentença, creio, prova a sua virtude se puder ser generalizada. Mais: supõe-se que a polícia deva ser onipresente.

O que parece ser uma decisão típica de uma sociedade moderna, fruto de um debate avançado, evidencia, quero crer, franjas de uma concepção autoritária, em que os indivíduos são todos despidos de vontade. Segundo o juiz, a região é "sabidamente insegura", e a polícia deveria estar lá. Pois é. Sendo assim, por dedução lógica, não haveria mais regiões inseguras no país. Bastaria que a polícia estivesse no local. A própria vítima, pergunto, ignorava a "insegurança da região"? O estado agora é o responsável não só pelos atos violentos dos transgressores como pelas escolhas dos indivíduos? Se estes decidem se divertir em locais "sabidamente perigosos", a polícia deverá estar sempre presente? Não é razoável supor que alguns divertimentos só são possíveis sem a presença da polícia? Será que os convivas querem sempre os vigias por perto? Acho que não...

Não lhes parece que a decisão, como ficou, transforma o estado numa espécie de seguradora da bandidagem? Assalte e espanque, que o estado garante.

Não sei... Tenho pra mim que o fato de a vítima ser gay pode estar na raiz da decisão. E isso não seria nada bom porque a lei tem de ser igual para todos. Se eu estiver errado, então é ainda pior. O estado se tornou mesmo a Seguradora Brasil.

 
 

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Fwd: Olha só para onde vamos.

Sala de TV, o velhinho levanta e a mulher pergunta:
- Aonde você vai?
- À cozinha - responde ele.
- Você não quer me trazer uma bola de sorvete? - pede ela.
- Lógico! - responde o marido solícito.
- Você não acha que seria bom escrever isso no caderno? - pergunta ela.
- Ah, vamos! - ironiza o velhinho - Eu vou me lembrar disso!

Então ela acrescenta:
- Então me coloca calda de morango por cima.
Mas escreve para não ter perigo de esquecer.

- Eu lembro disso, você quer uma bola de sorvete com calda de morango.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantili em cima! - pede a velha -

Mas lembra do que o médico nos disse... Escreve isso no caderno.
Irritado, o velhinho exclama:
- Ah, que saco! Eu já disse que vou me lembrar!
Em seguida vai para a cozinha.
Depois de uns vinte minutos ele Volta com
um prato com uma omelete.
A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que você iria esquecer? Cadê a torrada? !

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Murillo
Sent from Curitibanos, SC, Brazil

Fwd: Consulta...

A senhora jura que não vai rir ? ... perguntou o paciente

- Claro que sim!!! respondeu exaltada. Sou uma profissional da saude.. Existe um código de ética em questão!!! Em mais de 20 anos de profissão nunca ri de nenhum paciente!!!

- Tudo bem, então, disse o paciente. E deixou cair as calças, revelando o menor órgão sexual masculino que ela havia visto na vida.

Considerados o comprimento e o diâmetro, não  era maior do que uma bateria AAA (pilha palito). Incapaz de controlar-se, a médica começou a dar risadinhas e não conseguia mais segurar o ataque de riso. Poucos minutos depois ela conseguiu recuperar a compostura.

- Sinto muitíssimo, disse ela. Não sei o que aconteceu comigo. Dou minha palavra de honra de médica e de dama que isso nunca mais acontecerá. Agora diga-me, qual é o problema?

- Está inchado... respondeu o cara.

A partir dali não deu mais para segurar mais NADA, apesar de todo o seu profissionalismo.. .



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Murillo
Sent from Curitibanos, SC, Brazil

Fwd: Senten ça de um estrupo em 1833



CURIOSIDADES:




 Sentença de um estrupo em 1833
 



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Murillo
Sent from Curitibanos, SC, Brazil

Fwd: TUDO PELO RACIAL




 


"AO ESTADO CABE ATUAR PARA DESTRUIR COM A CRENÇA EM RAÇAS........."
 
 Essa será uma das heranças malditas do governo petista.

 Sexta-feira, Abril 10, 2009d

J.R. Guzzo Tudo pelo racial

 
"Como disse recentemente o escritor João Ubaldo Ribeiro, citando um dos seus personagens da Ilha de Itaparica, "quem tem raça é cachorro". Não poderia ter feito um resumo melhor da coisa toda"

O Brasil está fazendo o possível, nestes últimos tempos, para dar a si próprio algo que até hoje conseguiu não ter: um problema racial. Se tantos outros países importantes têm questões sérias de racismo, por que o Brasil também não poderia ter a sua? Parece um motivo de desapontamento, na visão das pessoas que foram nomeadas pelo governo para defender os interesses da "população negra", ou nomearam a si mesmas para essa tarefa, que o Brasil seja possivelmente o país menos racista do mundo. Que outros poderiam ser citados? Certamente haverá nações que têm um número maior de leis contra a discriminação, são mais sérias na sua aplicação e adotam medidas de proteção especial a minorias raciais. Mas não dá para sustentar, não a sério, que haja mais racismo no Brasil do que em qualquer delas. Como poderia haver, num país onde a grande maioria da população não sabe dizer ao certo qual é a sua cor, nem demonstra maior interesse em saber? "Moreno" é a sugestão de resposta mais frequente, quando a pergunta é feita para a imensa massa de brasileiros que não se identificam claramente como brancos, nem pretos, nem qualquer outra coisa.

Criar um racismo que se preze, num país assim, não é trabalho fácil – mas é possível. Uma das ferramentas mais utilizadas para isso é distribuir aos "brancos" uma espécie de culpa geral por tudo o que ocorre de errado aqui dentro. Não se citam nomes; só se cita a cor da pele. Tornou-se comum, por exemplo, o uso da expressão "elite branca" como símbolo de coisa do mal – com a agravante, em certos casos, de que essa elite, além de branca, pode ser "do sul". A mesma gente, de "pele clara e olhos azuis", é culpada também pelo que ocorre de errado lá fora, como a crise financeira internacional; por essa maneira de ver a vida, os desastres que produziram foram provocados por seu tipo físico, e não pelo seu comportamento individual. Outro esforço é criar repartições públicas para cuidar da questão racial – o que tem a tripla vantagem de dar uma cara oficial à existência do problema, passar a impressão de que o governo está cuidando dele e arrumar empregos para amigos. A mais notável delas é um órgão com nove palavras no título e status de ministério – a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Seu grande feito, em seis anos de existência, foi a demissão da secretária-ministra Matilde Ribeiro, em 2008, quando se descobriu que ela usava o cartão de crédito destinado ao exercício de sua função para pagar despesas de free shop ou contas no Bar Amarelinho, no Rio de Janeiro.

Nada parece pior, porém, do que a tentativa de estabelecer por lei que cidadãos devem ter direitos diferentes de acordo com a cor de sua pele, como preveem os projetos de "cotas raciais" ora em debate no Congresso Nacional – pelos quais os brasileiros negros, ou definidos como tal, deveriam ter mais direitos que os brasileiros brancos, ou de outras origens, no mercado de trabalho, nas vagas universitárias ou nos concursos para cargos públicos. É o contrário, exatamente, do que deveria ser. A grande vitória da humanidade contra a discriminação racial foi excluir das leis a palavra "raça"; o objetivo era estabelecer que todos têm direitos idênticos, sejam quais forem as suas origens, dentro da ideia de que todos os homens pertencem a uma "raça" apenas – a raça humana. No Brasil de hoje, em vez de proibir o uso da noção de raça para dar ou negar direitos, tenta-se ressuscitar a tese de que os indivíduos são diferentes uns dos outros, em termos de cidadania, segundo a cor que têm.

"Os defensores de leis raciais ludibriam a boa-fé alegando que cota racial é ação afirmativa", escreveu, num artigo para O Estado de S. Paulo, o advogado negro José Roberto Militão, um especialista em antidiscriminação na OAB de São Paulo. "Ação afirmativa", de fato, é outra coisa: é a efetiva atuação da autoridade para coibir a discriminação contra minorias e multiplicar oportunidades, sem criar cotas, exigir reparações pelo passado ou estabelecer diferenças de direitos. "Ao estado cabe atuar para destruir a crença em raças", diz Militão. "Leis raciais não servem para a redução das desigualdades entre brancos e pretos, pois atacam os efeitos, mas aprofundam as causas." São, além disso, o oposto da harmonia: como se sabe, nada é mais fácil do que passar da distinção à divisão
 


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Murillo
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Fwd: Prioridades

Prioridades

Por Cesar Valente 14 de abril de 2009, às 07:58 Email This Post 

Por mais que o governo LHS queira que a gente esqueça do Diário Oficial do Estado, é impossível passar sem ele. Ali estão registros interessantíssimos que vão compondo um mosaico às vezes abstrato, às vezes figurativo, onde se pode ler, ou inferir, a forma como cada área é vista ou entendida.

Vejam só, por exemplo, estes fragmentos colhidos no Diário Oficial do último dia 24 de março. Todos relativos à operosa Secretaria do Turismo, Esporte e Cultura, capitaneada pelo Gilmar Knaesel e seus generosos Fundos disto e daquilo. O deputado-secretário, aliás, deve achar que eu tenho implicância com ele, mas na verdade não tenho. Nem o conheço muito bem. O problema é que muitas das numerosas coisas que são feitas sob a chancela de sua ampla pasta multimídia navegam naquele mar proceloso das grandes dúvidas do cidadão: pode? não pode? é lícito? é legal? por quê? a quem serve?

Voltando ao assunto:

a) R$ 435 mil para o Instituto Kat Schurmann tocar o projeto "Em busca do lobo solitário";

b) R$ 400 mil para a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Santa Catarina (ABIH-SC) tocar o projeto "Planeta Chocolate";

c) R$ 100 mil para o Moto Grupo Cães do Asfalto tocar o projeto "XI Motocão";

d) E, levando em conta os valores acima, adivinhem qual o montante do apoio concedido pelo Funcultural para que a Academia Catarinense de Letras (ACL) toque o projeto "Resgate dos Escritores Catarinenses"?

Segundo os proponentes, o objetivo do projeto é "homenagear através de obra literária patronos (da ACL) e escritores já falecidos". Nesta edição vão editar obras de Oscar Rosas (1864-1926) e Delminda Silveira de Sousa (1854-1932).

Hum… de fato, isso de livro de autor catarinense é mesmo coisa muito chata. Não tem a vibração, a adrenalina, o ronco de uma boa confraternização de motoqueiros veteranos. Ou o apelo emotivo-comercial de uma boa feira de Páscoa. Sem falar no prestígio que é participar da gama de financiadores dos projetos da internacionalmente conhecida família Schürmann.

Pois é, provavelmente por tudo isso, o projeto da ACL levou a fabulosa soma de R$ 25.500,00.

Bom, diante, por exemplo, da situação da Biblioteca Estadual, acho que até que foi bastante dinheiro. Dá perfeitamente para editar os dois livrinhos (que, no governo e na "base de apoio", ninguém vai ler mesmo) e ainda sobra um troco para o coquetel de lançamento. Tá mais que bom. Não sei do que essa gente ainda reclama…




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Murillo
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Fw: NONO, coitado do nono


 

O Nono foi hospitalizado  os filhos, netos e bisnetos vieram de todos os cantos do mundo. Para cumprir seu último desejo: o de morrer em casa, ao lado de seus queridos.

Foi para o quarto e as visitas foram se revezando para tentar consolar e dar conforto ao Nono em seu derradeiro momento.

De repente o Nono sentiu um aroma maravilhoso que vinha da cozinha. Era a Nona tirando do forno uma fornada de pastiére de grani italiani.

Os olhos do Nono brilharam e ele se reanimou.

Então, o Nono pediu ao bisneto que estava ao lado da cama dele:
"Piccolo mio, vai na cojina e pede um pedaxo de pastiére pra Nona."

O guri foi e voltou muito rápido.

"E o pastiére ?"- perguntou o Nono.

"A Nona disse que no!"

"Ma per que no, porca miséria, ma que vécchia desgraciata!  Quê qüesta putana falô?"

"A Nona disse que é pro velório!"


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Murillo
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